Revestimento, arquitetura, design ou arte?
por Pedro Morais
Presente na arquitetura brasileira desde as suas mais remotas realizações, a azulejaria tem seu primeiro registro no Brasil no Convento de Santo Amaro de Água-Fria, em Olinda, Pernambuco. Durante a segunda metade do século XVII, ao intensificar-se a construção de templos, sobrados, engenhos e palácios, a presença de azulejos nas construções passa a ser mais regra do que exceção. De uso primordialmente decorativo e sempre trazidos de Portugal, os azulejos continuam chegando ao Brasil ao longo dos séculos XVIII e XIX, sendo usados na decoração de igrejas e posteriormente na proteção das fachadas de edifícios urbanos. Observa-se aí uma inversão de influências, pois tal utilização não havia ainda sido observada na metrópole. Após a abertura dos portos, começam a chegar também azulejos vindos da Holanda, França e outros países da Europa. A fabricação local é observada a partir de meados do século XIX, mas somente no início do século XX a produção brasileira começa a adquirir alguma regularidade.